quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Missão Comboniana: Referência Missionária em Rondônia



Recebi e encaminho, com gratidão e alegria!


Passar pelo mês de outubro é entrar em sintonia com Maria e com a vida missionária em todo o mundo: sempre atentos aos sinais dos tempos!

Estou me dirigindo às missionárias e missionários combonianos, leitores e leitoras deste veículo de comunicação, Missões Sem Fronteiras, para reforçar o testemunho desta Congregação que assumiu a missão em Rondônia a partir da década de 70.

Os missionários e missionárias combonianos, (Irmãs, Padres, Irmãos, leigos e Leigas), foram responsáveis por ajudarem a então Prelazia de Ji-Paraná, ainda com Dom José Martins, hoje Diocese, a construir uma identidade missionária de uma igreja viva, comprometida com o Evangelho encarnado na realidade sofrida dos migrantes. A partir dos anos 70, com a forte migração, e a chegada desta Congregação Religiosa, foram nascendo as Comunidades Eclesiais de Base, junto com o Serviço da Boa Nova, Grupos de Reflexão, e ao mesmo tempo, Associações dos pequenos lavradores e muitos sindicatos dos trabalhadores rurais, como instrumentos de luta contra os exploradores. Acentuou-se a presença junto aos Povos Indígenas, meninos e meninas de rua, Juventude (campo e cidade) e a questão da terra, que na época, já era um desafio. Merece destaque o empenho dos Religiosos e Religiosas na formação de lideranças, com um expressivo trabalho de animação missionária e vocacional, em perfeita comunhão com a proposta libertadora da Diocese, por meio do então Pastor, Dom Antonio Possamai. Era tudo muito simples, mas feito com o jeito que o povo entendia. Para nós, esse tempo serve-nos de referência.

E foi nessa Seara, que o Padre Ezequiel Ramin, pautou sua consagração religiosa e sua vida missionária. Doou-nos parte de seu tempo e serviço missionários, porem, deixou-nos todo o seu sangue, encharcando este chão de Terra Prometida. Portanto, não vamos deixar que calem e apaguem seu sangue derramado, como fizeram “calar” sua voz . Em vista disso, temos o Projeto Pe Ezequiel, criado em 1988, como expressão da atitude profética, da coragem e do amor martirial, do Padre Ezequiel pelo Evangelho de Cristo. Ficando-nos a frase dita por ele, muito lembrada em nossos dias: Se Cristo quer servir-se de mim, não posso recusar-me. Que o seu sangue revitalize nossos sonhos e nossa missão batismal, e que sua passagem entre nós não seja em vão. Que ele volte a ser memorizado em nossas comunidades, porque a realidade ainda está carente de profetismo. Pergunta-se: que referência estamos sendo para as gerações novas?

Enquanto leigos e leigas, queremos colocar-nos à disposição dos Missionários Combonianos, neste ano que antecede o 30º ano de martírio do Padre Ezequiel, a fim de informar-vos os muitos testemunhos alcançados pela ação do Projeto, em 26 anos, na Diocese. Por entendermos que o projeto Pe Ezequiel – apesar dos muitos obstáculos encontrados  –  é sinal de sua presença e uma referência positiva junto aos marginalizados, por serem estes os que reconhecem os sinais dessa ação, dando-lhes o devido valor.

Unidos pelo amor de Deus, pela proteção e a bênção de Maria, modelo missionário, e de São Daniel Comboni, nosso intercessor!

Fonte: José Aparecido de Oliveira.Ouro Preto do Oeste/RO. Leigo, coord. do Projeto Pe Ezequiel




Abraço fraterno

Pe. Jorge

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